Diabetes tipo 2 cresce no mundo; hábitos saudáveis ajudam a prevenir - Foto reprodução: Freepik
Diabetes tipo 2 cresce no mundo; hábitos saudáveis ajudam a prevenir - Foto reprodução: Freepik

A quantidade de adultos com diabetes dobrou entre 1990 e 2022, segundo um levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O avanço expressivo preocupa autoridades sanitárias e reforça a necessidade de mudanças de hábitos, especialmente porque a forma mais comum da doença, o diabetes tipo 2, está fortemente associada ao sedentarismo, ao sobrepeso e a padrões alimentares pouco saudáveis.

A atenção deve ser redobrada entre pessoas com pré-diabetes, fase em que os níveis de glicose já ultrapassam o normal, mas ainda é possível reverter o quadro com intervenções no estilo de vida.

Segundo a endocrinologista Marina Costa, do Hospital Orizonti, em Belo Horizonte, esse é o momento-chave para mudar a rotina. “A pré-diabetes é o momento de transição. O paciente ainda pode impedir a progressão para o diabetes com ajustes de hábitos, como alimentação e atividade física”, explica.

Ela ressalta que fatores como histórico familiar e envelhecimento aumentam o risco, mas a maior parte dos diagnósticos está ligada a comportamentos modificáveis: dieta inadequada, falta de exercícios e sono irregular. “Mesmo quem tem predisposição genética pode evitar a doença com cuidados consistentes”, acrescenta.

Diagnóstico precoce faz diferença

A endocrinologista Vivian Guardia, do Hcor, em São Paulo, alerta que o diabetes tipo 2 se instala de forma “silenciosa” e, por isso, muitos pacientes demoram anos para descobrir a doença. “Sede excessiva, cansaço, fome e visão turva são sintomas comuns, mas as pessoas costumam atribuí-los ao estresse ou à rotina”, afirma.

A baixa frequência de exames entre adultos jovens também contribui para o diagnóstico tardio. Segundo Vivian, a doença poderia ser identificada três a cinco anos antes se a população realizasse check-ups regulares.

Quando descoberta no estágio de pré-diabetes, a condição pode ser completamente revertida. “Não é preciso adotar dietas radicais. Pequenas mudanças diárias já têm impacto significativo”, destaca a especialista.

Com informações: Metrópoles

Trayce Melo

Repórter

Jornalista formada pela Unama (2019), com experiência em redação, comunicação pública e conteúdo digital. Atua no jornal Diário do Pará, cobrindo futebol e esportes no Norte.

Jornalista formada pela Unama (2019), com experiência em redação, comunicação pública e conteúdo digital. Atua no jornal Diário do Pará, cobrindo futebol e esportes no Norte.