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Queda de Bolsonaro alerta para risco silencioso em idosos

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve após passar mal e cair dentro da cela onde está detido, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Embora seu caso seja monitorado de perto por médicos, o episódio evidencia um problema de saúde muito comum entre pessoas mais velhas: quedas que podem ser graves ou até fatais.

As quedas são um dos principais problemas de saúde em idosos, afetando 30% a 40% das pessoas acima dos 60 anos ao menos uma vez por ano. Entre aqueles com mais de 80 anos, o número chega a 50%. E mais do que um acidente isolado, elas são a principal causa externa de morte nessa faixa etária. Além disso, quedas aumentam o risco de internações hospitalares e perda de autonomia. Por exemplo, 90% das fraturas de fêmur em idosos acontecem por quedas, e cerca de 30% das pessoas que sofrem esse tipo de fratura nunca retomam plenamente suas atividades.


Por que os idosos caem?

As causas de quedas são múltiplas e muitas vezes combinadas. Entre os fatores de risco mais comuns estão:

  • Problemas de memória ou doenças como Parkinson;
  • Alterações visuais e desequilíbrios;
  • Hipotensão ortostática (queda de pressão ao levantar);
  • Depressão, ansiedade ou medo de cair;
  • Desnutrição e deficiência de vitamina D;
  • Uso de múltiplos medicamentos, especialmente sedativos;
  • Ambiente inseguro: pisos escorregadios, tapetes soltos, má iluminação, ausência de corrimãos.

O ambiente doméstico, nesse sentido, pode ser adaptado para reduzir riscos, e familiares ou cuidadores têm papel decisivo na prevenção.


Como prevenir quedas

A prevenção é multidimensional e envolve saúde física, ambiente seguro e suporte familiar:

  • Exames regulares: avaliação geriátrica, densitometria óssea e acompanhamento de condições como osteoporose;
  • Exercícios físicos: atividades de equilíbrio e postura, como tai chi, fortalecem músculos e ossos;
  • Nutrição adequada: dieta rica em proteínas, cálcio e vitamina D ajuda a manter força muscular e densidade óssea;
  • Tecnologia e adaptações: luzes com sensores de movimento, barras de apoio, assentos adaptados e dispositivos que detectam quedas e acionam ajuda;
  • Educação e conscientização: reconhecer sinais de alerta, como quedas frequentes, desequilíbrio ou medo de cair, é fundamental para intervenção precoce.

O cuidado pós-queda

Quando uma queda acontece, é importante que o idoso receba atenção médica imediata e continuidade do cuidado para evitar novos episódios. O processo de reabilitação envolve tratar lesões, adaptar o ambiente doméstico e engajar a família e cuidadores. Muitas vezes, mudanças simples de hábito ou pequenas adaptações na casa podem ser decisivas.