Reprodução
Reprodução

Comumente usado na culinária, o alho tem aroma forte, sabor marcante e diversos benefícios nutricionais. Mas tratá‑lo como substituto de antibióticos é um erro com riscos reais. Segundo o Ministério da Saúde, não há comprovação científica de que o alho cure infecções do mesmo modo que medicamentos específicos — e acreditar nisso pode atrasar tratamentos adequados e colocar a saúde em risco.

O que se sabe sobre o alho

  • O alho contém compostos como a Alicina, que mostram ação antimicrobiana e antifúngica em testes de laboratório, por exemplo contra fungos como Candida albicans.
  • Também existem evidências de que ele pode ter efeitos benéficos como anti‑inflamatório, antioxidante ou cardioprotetor, o que faz dele um alimento funcional interessante.

O que o alho não faz — e os riscos de usá‑lo como remédio

  • Apesar dos efeitos observados em laboratório, não há evidência de que o alho — cru, cozido ou aplicado em pele — tenha eficácia para tratar infecções em humanos como um antibiótico.
  • Substituir um tratamento médico por “receitas caseiras” com alho pode atrasar a recuperação, permitindo que a doença piore.
  • Em alguns casos, a aplicação direta do alho no corpo pode causar irritação ou queimaduras — por exemplo, tentando usar “alho cru” em pele ou mucosas.

O que fazer para cuidar da saúde com segurança

  • O alho deve ser encarado como alimento e possível complemento de hábitos saudáveis — não como remédio.
  • Em caso de sintomas de infecção (febre, dor, inflamação, secreção, etc.), a recomendação do Ministério da Saúde é buscar atendimento médico e seguir o tratamento apropriado.
  • Desconfie de “receitas milagrosas” divulgadas nas redes sociais ou por conhecidos — saúde não deve ser alvo de crenças sem base científica.

“Alho é maravilhoso — no prato, não como substituto de antibiótico.”

Editado por Débora Costa

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.