Foto: Antonio Scorza/COP30
Foto: Antonio Scorza/COP30

Enquanto chefes de Estado, negociadores e especialistas internacionais discutem caminhos para o futuro climático do planeta, a COP30 revela um outro movimento essencial, o das centenas de voluntários que garantem que tudo funcione nos bastidores. Na Green Zone, área aberta ao público e aos participantes do mundo inteiro, eles são os rostos que acolhem, orientam, traduzem e ajudam a dar vida ao maior evento climático já realizado no Brasil.

Com a primeira semana chegando ao fim, o clima entre eles é de alegria, aprendizado e emoção. Para muitos, participar da COP é mais que prestar um serviço: é estar dentro da história.

A estudante Sara Sofia, de apenas 16 anos, vive na COP30 sua primeira grande experiência profissional e internacional. Entre orientar visitantes, indicar painéis e ajudar delegados estrangeiros, ela descreve a semana como algo que mudou sua vida.

“Pra mim tá sendo incrível, muito gratificante. É uma experiência muito nova. A gente tem contato com muitas pessoas, ajuda todo mundo. Como estudante e adolescente, é algo que vou guardar pra minha vida toda”, conta.

Sara, que faz curso de inglês, se emociona ao perceber que a COP virou seu primeiro grande laboratório de conversação.

“Eu nunca imaginei ter a oportunidade de falar inglês assim, direto, com gente de outros países. Poder ter essa oportunidade aqui, no Pará, é incrível.”

Entre um turno e outro, ela sorri ao comentar que se sente parte de algo maior  e que isso ficará marcado para sempre.

Voluntariado na COP30

Heloísa de Lima Pereira, 22 anos, formada em Biologia, encontrou no voluntariado a chance de unir sua formação ao desejo de estar perto das discussões que movem sua área.

“Eu decidi participar como voluntária muito porque é a minha área sustentabilidade e biologia. Eu queria ver as discussões, as pessoas de outros países, treinar a língua, conversar com estrangeiros. Está sendo muito legal e muito importante”, afirma.

Ela conta que, na correria dos atendimentos, às vezes falta uma palavra em inglês, mas sobra improviso.

“A gente tem que se virar. Às vezes dá uma travada, foge da memória, mas a gente arrisca. E é muito legal para conhecer outras culturas. Tem gente de vários países passando por aqui.”

Para Heloísa, estar na Green Zone é uma forma de aproximar a ciência da realidade cotidiana e perceber como as decisões globais impactam diretamente o trabalho de quem vive e estuda a Amazônia.

O lado humano da COP30

Entre orientações, sorrisos, mapas e diálogos improvisados em vários idiomas, os voluntários são a linha de frente do acolhimento na COP30. Eles ajudam na organização dos espaços, no atendimento bilíngue, na mediação das atividades e no suporte aos milhares de visitantes que circulam diariamente.

E, mesmo diante da correria das programações, o entusiasmo é o que predomina. O que move cada um deles é a sensação de participar de um evento histórico não apenas como espectadores, mas como protagonistas de uma engrenagem que faz a COP funcionar.

À medida que a primeira semana termina, Sara e Heloísa resumem o sentimento que percorre toda a equipe: aprendizado, orgulho e a certeza de que a experiência ficará para sempre. A COP30 segue, mas para elas, o futuro já começou nos corredores da Green Zone.

Editado por Luiz Octávio Lucas

Trayce Melo

Repórter

Jornalista com experiência em redação, conteúdo digital e comunicação pública. Atuou na Secretaria de Turismo do Pará, na Prefeitura de São Sebastião da Boa Vista e como analista de marketing na Enter Agência Digital. Vencedora do Prêmio Internacional Premium COP 30 Amazônia. Atualmente, é repórter do Diário do Pará.

Jornalista com experiência em redação, conteúdo digital e comunicação pública. Atuou na Secretaria de Turismo do Pará, na Prefeitura de São Sebastião da Boa Vista e como analista de marketing na Enter Agência Digital. Vencedora do Prêmio Internacional Premium COP 30 Amazônia. Atualmente, é repórter do Diário do Pará.