
Belém se prepara para um dos momentos mais simbólicos e aguardados da COP30. Neste sábado (15), deve acontecer o Funeral dos Combustíveis Fósseis, uma intervenção artística e política que promete mobilizar mais de 10 mil pessoas e se tornar um dos grandes marcos da conferência climática.
O ato reunirá povos originários de toda a América Latina, ativistas do mundo inteiro e mais de 100 organizações, em um cortejo que pretende enviar uma mensagem clara aos líderes globais: a era dos combustíveis fósseis precisa chegar ao fim.
A performance contará com caixões gigantes simbolizando carvão, petróleo e gás, além de elementos cênicos que incluem sóis, aerogeradores, uma serpente de 30 metros, mais de 80 jaguares performáticos e cerca de 100 artistas.
A proposta é representar, de forma impactante, o “enterro” dos modelos energéticos que impulsionam a crise climática.
O evento é organizado pela Aliança Potência Energética, em parceria com a Cúpula dos Povos, o Auto do Círio e a Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, responsáveis pela direção artística.
Expectativas e Impacto do Funeral dos Combustíveis Fósseis
A expectativa é que o cortejo influencie diretamente o clima das negociações na reta final da COP30, reforçando o pedido global por uma transição energética real e pela interrupção de novas explorações de petróleo na Amazônia.
Segundo os organizadores, a mensagem que ecoará pelas ruas de Belém será firme e direta:
o Sul Global não está apenas pedindo mudanças — está liderando o caminho para elas.

