
A Organização das Nações Unidas cobrou oficialmente, nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, que o governo brasileiro apresente um plano imediato para corrigir falhas de segurança e infraestrutura identificadas na COP30, realizada em Belém, no Pará. A demanda foi encaminhada por meio de carta da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) ao ministro da Casa Civil e ao presidente da conferência, após uma série de episódios considerados críticos pela entidade .
Entre os pontos destacados, a ONU mencionou a tentativa de invasão registrada na noite de 11 de novembro, quando cerca de 150 ativistas conseguiram entrar em um pavilhão do evento, feriram pessoas e provocaram danos, expondo fragilidades no controle de acesso e no monitoramento das entradas . O documento também cita portas sem vigilância adequada, efetivo de segurança abaixo do previsto e ausência de garantias de resposta rápida por parte das forças federais e estaduais, classificando esses elementos como “brechas graves” para um encontro internacional de grande porte .
A ONU ainda apontou problemas estruturais relatados por delegações e equipes técnicas, incluindo falhas de climatização que resultaram em calor excessivo nos pavilhões, infiltrações após chuvas, risco de contato de água com instalações elétricas e condições insatisfatórias dos espaços de trabalho disponibilizados aos participantes .
Belém já vinha sendo alvo de questionamentos sobre sua infraestrutura e capacidade de receber um evento global como a COP30, apesar de o governo federal ter apresentado anteriormente planos de segurança, saúde e mobilidade aprovados pela ONU . A nova cobrança, porém, reforça a avaliação de que ajustes urgentes são necessários para garantir padrões adequados de organização e proteção.
Com o pedido formal, espera-se que o governo brasileiro apresente, nos próximos dias, um cronograma com ações corretivas, detalhando responsabilidades e prazos. A ausência dessas medidas pode afetar o andamento da conferência e a imagem do país como anfitrião. Para o Pará e para Belém, o alerta da ONU reacende a pressão para que obras e serviços avancem com maior transparência e agilidade, especialmente após avaliações prévias apontarem déficit de divulgação de informações sobre contratos e licenças relacionados à infraestrutura da COP30 .