
Durante o almoço oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos líderes mundiais com o objetivo de captar recursos para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que o sucesso das metas climáticas depende também de investimentos diretos nas cidades.
Ele alertou para a urgência de apoiar municípios na adoção de projetos de prevenção aos efeitos das mudanças climáticas, como enchentes, deslizamentos e ondas de calor. Jader Filho reforçou que o financiamento climático deve ser visto como uma responsabilidade global compartilhada, mas com maior contribuição das nações ricas, que historicamente concentram a maior parte das emissões de gases de efeito estufa.
“Não basta pensar apenas nas florestas. As cidades precisam de apoio para se adaptar e prevenir os impactos do clima extremo. Investimentos não caem do céu — quem deve colaborar com o financiamento são os países desenvolvidos, que mais poluíram o planeta”, afirmou o ministro.
Cúpula do Clima e Financiamento Climático
O encontro aconteceu durante a Cúpula do Clima, que reúne chefes de Estado e representantes de cerca de 100 países. A reunião antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas ( COP30) e define as diretrizes das negociações que terão início na próxima segunda, 10.
Até o início da Cúpula, apenas Brasil e Indonésia haviam oficializado aportes, totalizando US$ 2 bilhões. A meta é atingir US$ 10 bilhões até o fim da COP30, em 21/11. Portugal anunciou um investimento inicial de US$ 1,3 milhão, marcando a entrada europeia no fundo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, preferiu não comentar sobre possíveis contribuições.
Iniciativa Inovadora e Inclusiva de Lula
Ao lançar o TFFF, Lula ressaltou o caráter inovador e inclusivo da iniciativa: “Pela primeira vez, os países do Sul global terão protagonismo em uma agenda de florestas”. O fundo recompensa financeiramente nações que preservam suas florestas tropicais, funcionando como um incentivo dos países desenvolvidos — historicamente os maiores poluidores — para que as nações em desenvolvimento sigam um caminho mais sustentável.