
Agam Rinjani, o alpinista voluntário indonésio que ajudou no resgate do corpo da brasileira Juliana Marins no monte Rinjani, chegou a Belém na última quinta-feira (13), para participar da COP30. Reconhecido por sua coragem e humanidade, ele tem sido recebido com aplausos e mensagens de gratidão por muitos brasileiros. Mais do que um símbolo de solidariedade, o ato heroico que o tornou conhecido agora ganha novo significado na capital paraense: ele se une à pauta ambiental e às discussões sobre responsabilidade global.
Durante sua passagem pelo evento, Agam declarou estar “muito feliz por poder conhecer o Brasil” e afirmou que o acolhimento da população reforça a conexão formada desde o resgate.
No âmbito da conferência, ele demonstrou interesse em conhecer mais sobre o programa do governo indonésio para proteger suas florestas. Segundo Rinjani, a Indonésia já sente claramente os efeitos das mudanças climáticas, o que torna urgente ações de conservação.
Em declarações anteriores, o alpinista relembrou os perigos enfrentados durante a operação de resgate de Juliana: frio intenso, chuva constante e a instabilidade do terreno. Ele contou que chegou a passar a noite inteira segurando o corpo da brasileira em um penhasco de 590 metros para evitar que deslizesse ainda mais.
A repercussão de seu gesto transformou-se em um símbolo de solidariedade entre povos, e agora, na COP30, Agam reforça que seu compromisso vai além do resgate: está também profundamente ligado à preservação ambiental e à construção de uma responsabilidade global compartilhada.
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