
O terceiro dia da COP30, nesta quarta-feira (12), foi marcado por grande movimentação de público na Green Zone, espaço aberto ao público em Belém. Desde as primeiras horas da manhã, a fila para acessar o local dava volta no quarteirão. Por volta das 9h30, o fluxo era intenso, e a passagem pela inspeção de segurança causava lentidão na entrada.
Apesar do calor e da espera, o entusiasmo dos visitantes não diminuiu. A combinação de atividades interativas, palestras, exposições e brindes atraiu famílias, estudantes e profissionais de diversas áreas. Dentro do espaço, as filas continuavam: participantes aguardavam para participar de dinâmicas e receber lembranças sustentáveis, como ecobags, copos reutilizáveis, ventarolas, lápis, canetas e cadernetas.
Visitantes da Green Zone
Entre os visitantes estava Lorrane Eduarda, de 25 anos, autônoma, que levou o irmão Davi Lucca, de 11 anos, estudante do quinto ano do ensino fundamental. Foi a primeira vez que ambos visitaram o evento.
“É a primeira vez que a gente vem, e sabíamos que seria algo grande, mas não imaginávamos essa proporção toda. Tem muitas coisas para ver e aprender. Estamos visitando os estandes e conhecendo mais sobre o nosso planeta e as soluções sustentáveis. A fila foi longa, mas está valendo muito a pena”, contou Lorrane.
Davi, apaixonado por ciência e meio ambiente, foi o principal incentivador da visita.
“Eu estou gostando muito! São tantos estandes e palestras, a gente aprende sobre a Amazônia e a importância de preservá-la. Precisamos ter um olhar mais cuidadoso com o meio ambiente, e aqui a gente aprende isso de um jeito divertido”, disse o garoto, animado.
Experiências e a Visão da CEMASA na COP30
A diversidade de temas e culturas também chamou a atenção de Roberta Ferreira, representante da CEMASA, órgão ambiental do estado do Ceará. Foi a primeira participação dela em uma conferência do clima.
“Estar na COP30 está sendo maravilhoso e muito gratificante. É um espaço plural, onde a gente convive com pessoas de diferentes origens e aprende muito com os povos indígenas, os verdadeiros guardiões das florestas. Aproveitei para conhecer a arte deles e até fiz uma pintura indígena no braço. É uma experiência que vou levar comigo”, afirmou Roberta.
Editado por Luiz Octávio Lucas