Na Green Zone, a COP30 respira o espírito amazônico e o entusiasmo da juventude. Foto: Trayce Melo
Na Green Zone, a COP30 respira o espírito amazônico e o entusiasmo da juventude. Foto: Trayce Melo

Nesta quinta-feira (13), a Conferência das Partes (COP30) chegou ao seu quarto dia, e o clima na Green Zone, o espaço aberto ao público no Parque da Cidade, foi de empolgação e curiosidade. Logo cedo, a movimentação já era intensa. Por volta das 9h30, a fila dobrava o quarteirão — mas isso não desanimou quem fazia questão de vivenciar o evento mais uma vez.

A Green Zone tem se consolidado como o coração pulsante da COP30 — um espaço democrático, educativo e acessível, onde a população pode vivenciar, aprender e refletir sobre os desafios ambientais globais.

Entre os visitantes estava Esther Campos, de 14 anos, estudante, que voltou pela segunda vez. Para ela, participar da conferência é uma experiência única:

“Eu tô achando uma experiência muito única. É muito legal conhecer sobre a COP30, ver os gringos. É tudo muito diferente do que eu já vi aqui em Belém”, contou, empolgada.

Esther destacou a importância de espaços como a Green Zone para aproximar os jovens do debate ambiental:

“Acho que a gente devia incentivar mais esse tipo de programação. Tem várias dinâmicas e jogos que incentivam a gente a estudar o meio ambiente e aprender mais”, completou.

Um dos espaços que mais a encantou foi o estande da GE Vernova, que apresentou um simulador 4D da usina hidrelétrica de Itaipu.

“Achei bem legal o simulador, que mostra desde a gotícula de água até a eletricidade na usina”, explicou.

Mais do que uma vitrine tecnológica e científica, o espaço tem se mostrado um ponto de encontro entre gerações, culturas e saberes. Cada visitante leva consigo não apenas lembranças, mas também novas perspectivas sobre o futuro sustentável que se quer construir a partir da Amazônia.


Juventude e pertencimento

A estudante Bruna Seixas, de 20 anos, também saiu inspirada após sua visita. Segundo ela, participar da COP30 em sua própria cidade tem sido uma oportunidade de enxergar Belém com novos olhos.

“Eu não sabia muito bem o que esperar, vim meio de paraquedas. Mas percebi o quão importante é ver nossa cidade sendo protagonista, tendo destaque não só na Amazônia, mas para o país e o mundo”, afirmou.

Mesmo com as longas filas, Bruna acredita que o entusiasmo do público mostra o quanto o evento é democrático:

“Uma fila dessas não é problema. A gente vê muita coisa diferente, muita troca. É tanta atração que precisa até de uma programação pra conseguir ver tudo”, brincou.


Aprendizado e conscientização

Pela primeira vez na Green Zone, Jamile Andrade, de 20 anos, estudante de técnico em enfermagem, se disse surpresa com a dimensão do evento:

“Meu primeiro dia e já aprendi muita coisa. Conheci o estande do Banco do Brasil, do Sebrae… Estou aprendendo sobre natureza, meio ambiente e como colaborar com isso tudo. Eu achava que era uma coisa mais simples, só sobre o clima e a Amazônia. Mas é muito maior do que imaginei”, contou.

Aparecida Santana, de 42 anos, também estudante do curso técnico em enfermagem, foi ao evento por indicação de um professor. Para ela, a COP30 é uma oportunidade de ampliar horizontes e refletir sobre o papel social e ambiental do Brasil.

“Está sendo uma experiência incrível. Conhecer outras culturas, outras realidades, e ver o que está sendo feito pelo clima e pelos povos da Amazônia. Tudo isso é um benefício para a sociedade e para o Brasil em geral”, afirmou.

Aparecida ressaltou que tem acompanhado a cobertura da COP pela televisão e acredita que a divulgação tem contribuído para aproximar a população:

“A gente está vendo muita notícia, está sendo bem divulgado. Nosso professor também incentivou a turma a vir. Ontem fomos à Embrapa, aprendemos sobre agricultura, e hoje estamos aqui para conhecer mais sobre a COP30”, completou.

Trayce Melo

Repórter

Jornalista com experiência em redação, conteúdo digital e comunicação pública. Atuou na Secretaria de Turismo do Pará, na Prefeitura de São Sebastião da Boa Vista e como analista de marketing na Enter Agência Digital. Vencedora do Prêmio Internacional Premium COP 30 Amazônia. Atualmente, é repórter do Diário do Pará.

Jornalista com experiência em redação, conteúdo digital e comunicação pública. Atuou na Secretaria de Turismo do Pará, na Prefeitura de São Sebastião da Boa Vista e como analista de marketing na Enter Agência Digital. Vencedora do Prêmio Internacional Premium COP 30 Amazônia. Atualmente, é repórter do Diário do Pará.