Esther Dweck celebra dia ‘sem intercorrências’ no CPNU 2 e aponta quando candidatos verão suas notas
Esther Dweck celebra dia ‘sem intercorrências’ no CPNU 2 e aponta quando candidatos verão suas notas FOTO: Wilson Dias/ Agência Brasil

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, apresentou neste domingo (7/12) o balanço da aplicação das provas discursivas da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2). Segundo ela, o modelo consolida o esforço do governo federal para reconstruir a presença do Estado e fortalecer a oferta de serviços públicos essenciais.

Durante coletiva realizada na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Dweck destacou que o segundo dia de provas transcorreu sem qualquer intercorrência, assim como ocorreu na primeira etapa. Toda a operação foi monitorada em tempo real a partir do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), com participação de representantes de todos os estados. “As provas chegaram a todos os locais sem nenhuma ocorrência”, afirmou.

Aplicação em 228 cidades

De acordo com a ministra, a prova discursiva foi aplicada nas 228 cidades previstas inicialmente. Dos 42 mil inscritos, 8.500 não compareceram — índice de 20% de abstenção, considerado baixo para uma etapa complementar e muito inferior ao registrado na primeira fase, que chegou a cerca de 40%. “Isso reforça a consolidação do modelo”, avaliou.

CPNU como política pública

Esther Dweck afirmou que o CPNU deixou de ser apenas uma inovação e passou a integrar de forma permanente a política pública de recomposição da força de trabalho federal. Ela destacou que a iniciativa tem papel estruturante na retomada das capacidades estatais, citando o apoio do presidente Lula para abertura de vagas e fortalecimento da administração pública.

A ministra também mencionou um estudo recente da OCDE que aponta aumento da confiança da população nos serviços públicos: de 26% em 2022 para 38% em 2025, índice alinhado à média dos países da organização.

Resultados sociais e recomposição de pessoal

Dweck relacionou a retomada da capacidade estatal a indicadores sociais recentes, como redução da pobreza, da desigualdade e a saída do Brasil do mapa da fome. Segundo ela, a recomposição de equipes é essencial para sustentar esses avanços.

Ao comentar o CPNU 1, destacou que todas as 6.640 vagas foram providas, incluindo chamadas adicionais, e que mais de duas mil pessoas do cadastro reserva foram convocadas. Somando o CPNU 2 a outros concursos autorizados, cerca de 22 mil novos servidores devem ingressar na administração pública federal até 2026 — sem contar universidades e institutos federais.

Cotas e participação feminina

A ministra ressaltou o impacto da política afirmativa adotada nesta edição para garantir maior participação feminina na segunda etapa. Entre os 42.499 convocados, 57,12% são mulheres. Sem a regra de equiparação, a proporção seria invertida, com predominância masculina.

Ela citou o exemplo do bloco 7 (Analista Técnico de Justiça e Defesa): antes da equiparação, 1.490 homens e 888 mulheres haviam sido classificados. A medida chamou mulheres adicionais para igualar a proporção a 50% para cada gênero.

A política afirmativa também se refletiu nos demais grupos: entre os convocados, são 14.600 pessoas negras, 634 indígenas, 616 quilombolas e 4.198 pessoas com deficiência — números superiores ao mínimo previsto em edital.

Próximas datas

A nota preliminar da prova discursiva e o espelho de correção serão divulgados em 23/01/2026.
Os pedidos de revisão poderão ser apresentados nos dias 26 e 27 de janeiro.
Já a lista de convocados está prevista para fevereiro de 2026, conforme o cronograma oficial.