
Neste domingo (26) foi realizada mais uma edição da Procissão da Festa, a terceira romaria mais antiga e a penúltima oficial do Círio de Nazaré. Com um percurso diferente a cada ano, a expectativa da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) era reunir 3 mil fiéis ao longo do trajeto rumo à Basílica Santuário.
Este ano, a procissão saiu da Capela São Brás, às 8h, após a celebração eucarística presidida por Dom Paulo Andreoli, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém. Em seguida, a imagem Peregrina foi conduzida no carro berlinda, com ornamentação de flores em tons rosa e roxo, decoração assinada por Paulo Morelli. A caminhada teve aproximadamente 1,6 quilômetros de extensão e durou cerca de 1h30.
“É uma romaria que, para a Diretoria, é uma maneira de agradecer. É um momento de agradecimento a todas essas pessoas que estiveram com a gente trabalhando no Círio de Nazaré. Ela contempla todas as comunidades no caminho, todos os órgãos de segurança e saúde que contemplaram conosco esse apoio total durante o ano inteiro. Para nós é muito importante esse momento, não só pela nossa proximidade, mas por trazer as pessoas que não tiveram oportunidade, que só ficaram trabalhando o tempo todo, a estarem junto conosco comemorando essa data”, afirmou Mário Tuma, diretor de Procissões da DFN.
Guarda de Nazaré desde 2018, Márcio Almeida, 50, aproveitava a procissão para fazer os registros da imagem Peregrina de Nossa Senhora. Em um longo processo de preparação para o Círio, que leva o ano inteiro, ele disse que a romaria era a oportunidade de devoção à Virgem Maria como romeiro, já que durante a festividade os guardas trabalham exclusivamente servindo a santa.
“Nós trabalhamos não só pelo Círio, trabalhamos o ano todo. Todo ano é feita uma organização do Círio e nós trabalhamos em todas as romarias que tem, não temos aquela prioridade de estar acompanhando o Círio como romeiro, estamos para servir Nossa Senhora e ajudar o próximo. Esse momento é mais especial porque nós estamos aqui para acompanhar a procissão Ela e fazer nossos pedidos e agradecimentos”, contou o supervisor de higiene hospitalar.
Contemplada para ser o local de partida da Procissão da Festa, a Capela São Brás fica localizada na passagem Tapajós, próximo a avenida Governador José Malcher. Entre os frequentadores da igreja está a esteticista Eda Silveira, de 48 anos. Coordenadora da Pastoral da Juventude, ela disse ser uma honra a visita de Nossa Senhora de Nazaré na comunidade a qual faz parte, momento que aproveitou para agradecer pela oportunidade de servir a Igreja Católica.
“Para a gente é uma grande honra que Nossa Senhora nos presenteia. A gente agradece pelo carinho, pelo apoio que Ela dá à nossa família, à nossa comunidade de São Brás, mas também todas as comunidades porque Ela abriu as portas para que a gente pudesse ser Ela própria dentro da comunidade. Então é um dia de muito agradecimento a Nossa Senhora por ter ido a nossa comunidade para nos apoiar cada vez mais. É uma emoção muito grande, porque Ela é nossa intercessora, é nossa mãe”, relatou.

As primeiras menções históricas sobre a Procissão da Festa são datadas de 1881, cerca de 24 anos antes de os Padres Barnabitas assumirem a então Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro. À época, a romaria era realizada à tarde, o que se manteve até 1953, quando uma forte chuva fez com que fosse preciso mudar para o horário matutino.
Em 2000, a procissão coincidiu com o Jubileu de Ordenação de Dom Vicente Zico, o então Arcebispo Metropolitano de Belém. Na ocasião, a procissão saiu da Praça Santuário rumo à Catedral de Belém, local onde foi celebrada uma missa solene. No ano seguinte, o percurso foi ampliado para contemplar todas as comunidades que integram a Paróquia de Nazaré, totalizando 4,3 km de caminhada de fé e gratidão.
Editado por Débora Costa