Pedro Rocha é uma das prioridades do Leão para renovar o contrato - Foto: Samara Miranda/Remo
Pedro Rocha é uma das prioridades do Leão para renovar o contrato - Foto: Samara Miranda/Remo

Com o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro em 2026, 33 anos depois da última vez que conseguiu subir de divisão, a diretoria azulina trata algumas renovações como prioridade para a montagem do novo elenco. Entre elas, está a do atacante Pedro Rocha, artilheiro da Segundona com 15 gols. Mas, o clube sabe que o destaque que o jogador teve, com 19 gols e nove assistências na temporada, ele despertou interesse de outros clubes. O nome da vez é o do Corinthians-SP dentro do Brasil, mas o atleta também teria sondagens de clubes de fora do país, mas de mercados menores.

Em tempo, apesar do suposto interesse, o Timão passa por um Transfer Ban que o impede de registrar novos atletas desde 12 de agosto, por determinação da Fifa. O Transfer Ban é uma punição imposta pela FIFA a clubes que não cumprem com pagamentos de transferências de jogadores, que os impede de registrar novos atletas até a quitação da dívida. O Corinthians está punido pelo não pagamento de cerca de R$ 40 milhões ao Santos Laguna, do México, referentes à compra do zagueiro Félix Torres.

Em recente entrevista à Rádio Clube do Pará, o presidente Antônio Carlos Teixeira confirmou que as negociações já estão em andamento, mas admitiu que não tem sido tão fácil em face da valorização do atleta. “É uma negociação complexa. Ele tem interesse em ficar, e o clube também”.

Em entrevista exclusiva ao Bola, Pedro Rocha fez uma avaliação de sua temporada vencedora com a camisa azulina, do ressurgimento na carreira em 2025 após temporadas irregulares, do foco em busca de objetivos pessoais e coletivos, da experiência na primeira divisão e até da fé que o move no dia a dia.

Como você compara o fim de 2024 com o fim de 2025? Se antes havia alguma dúvida de algumas pessoas quanto ao seu desempenho e até futuro, você acha que esse sentimento mudou?

R – Bom, foram anos totalmente diferentes. 2024 eu vinha de um ano anterior recuperando de uma lesão, então esse ano foi o ano que eu mais joguei e naturalmente onde eu consegui fazer mais gols e desempenhar melhor. Então, acredito que sem dúvida esse sentimento mudou.

No dia a dia você sempre se mostrou tranquilo e muito focado em busca da artilharia e de uma boa campanha pelo Leão. Isso sempre esteve com você ou foi a busca por um ano de virada na carreira?

R – Acredito que foi um conjunto de fatores. Eu sempre coloco objetivos ao início da temporada e à medida que foram passando jogos e eu fui desempenhando o meu melhor futebol, as metas foram aumentando. Acredito que foi, sim, um ano de virada, um ano abençoado e esse trabalho foi coroado.

Você foi absolutamente mais goleador quando atuou pelos lados do que centralizado como um centroavante. Ficou mais do que claro onde você rende melhor e pode ajudar mais?

R – Acredito que sim, até porque foi a posição que eu mais atuei na minha carreira até hoje. Eu gosto de jogar também centralizado, mas jogando de extrema pelos lados do campo, foi onde eu tive o melhor desempenho da minha carreira até hoje.

Você já defendeu outros clubes de massa como Grêmio-RS, Flamengo-RJ, Athletico-PR, entre outros. Qual o diferencial que você viu no Leão, com o Fenômeno Azul?

R – Cada torcida tem a sua particularidade, o seu fanatismo, e cada clube é especial pra mim. Todos eles que eu passei eu tive um carinho especial, mas o Fenômeno Azul é de verdade diferente e isso contagia a nós jogadores.

Com sua experiência na Série A, qual o tamanho do desafio a ser encarado ano que vem pelo Remo?

R – É um desafio muito grande. É um campeonato à parte, a Série A. Até por isso está entre os melhores do mundo, os mais disputados. Então, o desafio é muito grande, mas tenho certeza que o Remo está se preparando da melhor forma para que chegue o próximo ano e, ao iniciar a Série A, esteja preparado para enfrentar todos os cenários possíveis.

Você destacou mais de uma vez ser uma pessoa de fé e coube a ti entrar em campo mais de uma vez com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Qual o papel da fé na tua carreira e no teu dia a dia?

R – A fé é muito importante na minha vida, no meu dia a dia e também na minha carreira. Porque se eu estou onde estou hoje e conquistei tudo que eu conquistei na minha carreira, foi porque lá atrás eu acreditei que era possível e quando a gente acredita e tem fé as coisas acontecem. Então fiquei muito feliz e honrado também de poder ter sido escolhido para entrar com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Porque ela nos abençoa e também abençoa todo o povo paraense.