
O atacante Rossi, jogador mais caro do elenco, que levou o Paysandu ao rebaixamento para a Série C do ano que vem, teria aceitado a redução de seu salário para continuar no clube. A assessoria do clube, porém, não anunciou nada neste sentido. Contudo, uma fonte ligada ao presidente Roger Aguilera, garante que as partes firmaram o acordo. Rossi, que passou grande parte do tempo no Departamento de Saúde do Papão, sendo chamado de “chinelinho” pelos torcedores, teria salário na casa dos três dígitos.
O atacante, que disputou 37 partidas pelo Papão, a grande maioria delas sem completar os 90 minutos, teria salário de R$ 200 mil. A direção do Papão não confirma o valor e nem comenta o caso, alegando tratar-se de assunto de ordem interna do clube. Rossi tem contrato com o Paysandu até o final de 2026. Caso não chegasse a um acordo para a redução salarial do atleta, Rossi seria disponibilizado no mercado para o empréstimo a outro clube. Chegou-se a especular que o Paysandu aceitaria até se responsabilizar pelo pagamento de parte do salário do jogador, em caso de empréstimo.
Contratação e desempenho de Rossi
A contratação de Rossi é de responsabilidade de Aguilera, que há tempos vinha querendo trazê-lo para a Curuzu. O esforço do dirigente acabou se constituindo em uma espécie de “tiro no pé”, visto que o aproveitamento do atacante na temporada ficou muito abaixo do esperado. Dos 36 jogos que Rossi fez pelo clube, apenas 17 aconteceram pelo Brasileiro, num total de 1.116 minutos do atleta em campo. Um déficit de 414 minutos, tempo suficiente para a disputa de pouco mais de quatro jogos e meio.