
Considerada a derrota mais dolorosa da história recente do Clube do Remo, o “Cuiabaço” voltou a ser assunto dez anos depois. Durante participação no programa Jogo Aberto Pará, da RBATV, o ex-atacante Val Barreto revelou bastidores que ajudaram a explicar o inesperado 5 a 1 sofrido pelo Leão Azul diante do Cuiabá, na final da Copa Verde de 2015, disputada na Arena Pantanal. “Não que não existia profissionalismo na época, mas o nosso grupo não foi profissional. Nós jogamos aqui no domingo, fomos campeões paraenses, e jogamos na quarta. A festa se estendeu muito, alguns atletas beberam mais que o normal e isso interferiu dentro de campo”, contou o atacante, autor do único gol azulino naquela fatídica noite.
Naquela edição, o Remo havia construído ampla vantagem no jogo de ida, vencendo por 4 a 1 no Mangueirão. Bastava administrar o placar para garantir um título inédito ao futebol paraense. Mas o Dourado foi impiedoso. “O Cuiabá veio pra cima e tomamos três ou quatro gols em coisa de 20 minutos. Ficou estranho, mas serviu de lição para que isso nunca mais aconteça”, completou Val, que hoje lida com o episódio com serenidade, mas sem esquecer o peso daquele resultado.
O Legado do Cuiabaço
Mesmo após uma década, o “Cuiabaço” ainda ecoa entre os torcedores e ex-jogadores azulinos, como um lembrete de que a linha entre a glória e o fracasso pode ser tênue no futebol. A goleada segue viva na memória coletiva do clube e nas arquibancadas, onde o tema ainda desperta tristeza e reflexão. Afinal, foi a única derrota do Remo para o Cuiabá em toda a história, um tropeço que se transformou em marca e aprendizado para gerações seguintes.