
Está claro dentro do planejamento do Clube do Remo para 2026 que o principal objetivo é permanecer na primeira divisão. Ou seja, a ideia é fincar raízes para crescer ao longo dos anos, chegar a competições internacionais e evoluir em estrutura. Em recente entrevista coletiva, o executivo de futebol Marcos Braz comentou que o trabalho dentro do Baenão é nesse sentido. Inclusive, ele lembrou que no passado alguns clubes, tradicionais ou não, estiveram nessa posição e não conseguiram se manter na elite nacional. Nas últimas décadas, times de massa como Paysandu, Santa Cruz-PE, Atlético-GO, e América-RN passaram pouco tempo no andar de cima. Assim como clubes sem tanta expressão, como Paraná-PR, São Caetano-SP, Grêmio Barueri-SP, Brasiliense-DF, entre outros.
“O que eu posso te falar é que o Remo terá que tomar um risco em relação a maneira que irá se portar dentro de campo por uma razão simples. Se você fizer uma análise de todos os clubes que subiram parecidos com a condição do Remo, com o histórico de não estar tanto tempo na Série A, se a gente seguir o mesmo padrão, vai acontecer o que aconteceu com eles”, disse. “Então, a gente acabou de acelerar o manche e vamos fazer o que a gente entende que seja o melhor para o Remo para suportar a Série A”, completou Braz.
Trabalho diferenciado
Aliás, o executivo azulino reconhece que o clube precisa trabalhar de forma diferenciada para minimizar as diferenças em relação aos outros 19 times da primeira divisão, mais estruturados e com maior poder financeiro. “Em relação à quantidade, é claro que a gente entende que para se parear no Brasileiro a gente vai precisar um esforço maior nas contratações. E a gente já está fazendo isso. Eu acho que a Nação Azulina, a imprensa, as pessoas têm que, além de estarem monitorando o presente, saberem o que está fazendo no presente para não ter qualquer tipo de problema no futuro”.
Planejamento
Os jogadores que atuaram pelo Remo na Série A de 1993 e 1994 esperavam que o clube já tivesse formado o elenco para a volta à elite. “Penso que tinha que ter uma espinha dorsal com contratações pontuais. O Brasileirão é muito disputado e o nível da competição é muito alto”, comentou Rogerinho Gameleira, que jogou em 1994. “Acredito que nós estamos atrasadíssimos no início do trabalho. Estamos praticamente a um mês de estrear na Série A”, completou Agnaldo de Jesus, que esteve em campo nesses dois anos.