Após conduzir a reação que levou o Leão ao acesso, o treinador é tratado como peça fundamental para 2026 - Foto: Samara Miranda/Remo
Após conduzir a reação que levou o Leão ao acesso, o treinador é tratado como peça fundamental para 2026 - Foto: Samara Miranda/Remo

Como 2026 será o ano de Copa do Mundo, o calendário do futebol brasileiro será mais apertado ainda. Por conta disso, a Série A começa já no dia 28 de janeiro e o planejamento do Clube do Remo começou ontem, segunda-feira, 24, o dia seguinte da histórica conquista do acesso para a elite nacional. Ou seja, a diretoria já estuda quem fica, quem sai e quem pode ser contratado. O patamar aumentou muito e o nível dos reforços deve ser bem diferente dos últimos anos. Inclusive, nesse processo, há praticamente uma prioridade: Guto Ferreira.

Internamente, o Remo vê o técnico que comandou a arrancada final para a subida à primeira divisão como um nome certo para ficar para a próxima temporada. A saber, Guto deu sinais de que quer permanecer. Algo que, obviamente, depende do que o clube vai oferecer a ele. Não só a questão salarial, como estrutura e qualidade de jogadores para montar o elenco.

Dessa forma, ainda na entrevista coletiva, após a vitória de 3 a 1 sobre o Goiás-GO, domingo no Mangueirão, o treinador comentou sobre essa breve, mas intensa, passagem pelo Baenão. Memórias que já estão entranhadas em sua mente. “Eu nunca neguei essa força, essa situação externa do acreditar até o último instante. Eu já falei da força do paraense e foi mais uma demonstração. Com certeza isso trouxe uma segurança, uma confiança para o atleta de não se entregar. De entender que até o último momento tinha que entregar o melhor de cada um e aí o melhor aconteceu e essa festa maravilhosa”, comentou Guto.

Aliás, o técnico ressaltou o poder dessa entrega dos jogadores. “Em relação à situação inicial, o que eu mudei foi fazer os jogadores entenderem que precisavam entregar mais e jogaria quem tivesse pensando no nós e não no eu. À medida que todo mundo foi entendendo, foram entrando no trabalho e todos puderam ajudar. Nada mais do que isso. O resto foi circunstância normal de um trabalho”, completou o treinador.

Guto Ferreira e a torcida remista

Além disso, mesmo com passagens por grandes clubes do país, alguns com torcidas nacionais como Bahia-BA e Internacional-RS, Guto Ferreira fez uma revelação surpreendente ao falar sobre os 47 mil remistas que estiveram no estádio estadual e o quanto isso ajudou a equipe. “Eu vou falar um negócio: a meu favor foi o maior público. Eu tinha trabalhado na Fonte Nova com 48 mil. Tinha a Ponte, o Inter, não chegamos a ter um público desse ao lado. Cara, que bom. Tenho que agradecer a Deus. Chegando em casa, vou botar o joelhinho ali dobrado e agradecer a Ele por me oferecer esse momento”.