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O rebaixamento do Paysandu para a Série C em 2026 não representa apenas uma queda dentro de campo: o impacto financeiro também será significativo. A projeção de receitas da terceira divisão nacional é muito inferior ao que os clubes recebem na Série B, especialmente em direitos de transmissão.

Segundo os valores mais recentes adotados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cada participante da Série C recebeu neste ano R$ 1,2 milhão como cota de participação, além de uma cota extra de R$ 150 mil, totalizando R$ 1,35 milhão, que seriam garantidos ao Paysandu já na primeira fase do ano que vem.

Se a equipe avançar no campeonato, os ganhos aumentam:

  • R$ 312,5 mil extras para quem chega ao top 8
  • R$ 344 mil de bônus para os classificados ao quadrangular final

Há também a possibilidade de o clube contar com um apoio adicional de R$ 1,4 milhão, que serviria como uma espécie de compensação pela queda valor que entraria apenas no primeiro ano na nova divisão.

Com isso, os cenários para 2026 ficam assim:

Quanto o Paysandu pode receber na Série C de 2026

SituaçãoValor (R$)
Só participação na 1ª fase1.350.000,00
Classifica ao top 81.662.500,00
Chega ao quadrangular final2.006.500,00
+ “parachute” de relegação2.750.000,00
Cenário máximo (todos bônus + parachute)3.150.500,00

*estimativa com base nos valores projetados para as últimas temporadas

Comparação com a Série B

Neste ano, cada clube da Série B recebeu R$ 8,5 milhões só em direitos de transmissão.
Mesmo no cenário mais otimista da Série C, o Paysandu teria uma redução superior a 60% em relação ao que arrecadou na divisão de cima.

Realidade mais dura e pressão pelo acesso

A diferença financeira torna a volta para a Série B prioridade absoluta no clube.
Sem grandes cotas, haverá necessidade de:

  • enxugar custos
  • reforçar a presença da base
  • potencializar bilheteria e marketing

Além do Paysandu, Amazonas e Volta Redonda também disputarão a Série C após o rebaixamento.

Com informações de CBF e GE

Trayce Melo

Repórter

Jornalista com experiência em redação, conteúdo digital e comunicação pública. Atuou na Secretaria de Turismo do Pará, na Prefeitura de São Sebastião da Boa Vista e como analista de marketing na Enter Agência Digital. Vencedora do Prêmio Internacional Premium COP 30 Amazônia. Atualmente, é repórter do Diário do Pará.

Jornalista com experiência em redação, conteúdo digital e comunicação pública. Atuou na Secretaria de Turismo do Pará, na Prefeitura de São Sebastião da Boa Vista e como analista de marketing na Enter Agência Digital. Vencedora do Prêmio Internacional Premium COP 30 Amazônia. Atualmente, é repórter do Diário do Pará.