
O Paysandu Sport Club enfrenta uma crescente pressão fora dos campos. Além de tentar reencontrar o melhor desempenho esportivo após o rebaixamento à Série C em 2025, o clube paraense se vê envolvido em uma série de ações trabalhistas movidas por ex‑jogadores e atletas que passaram pelo clube, gerando um passivo financeiro que já ultrapassa a casa dos R$ 14,6 milhões em valores de causa conhecidos até agora.
Até o momento, já são dez atletas (entre ex e atuais) que acionaram o clube na Justiça do Trabalho, colocando ainda mais pressão sobre as contas do Papão da Curuzu.
Novos processos na Justiça e valores atualizados
- PK (lateral‑esquerdo), que atuou em 2025, requer R$ 523.853,75 em ação trabalhista; sua primeira audiência está marcada para 25 de fevereiro de 2026. Inclusive, defenderá outro clube em 2026, o Botafogo‑PB.
- João Vieira, antigo atacante, reivindica R$ 383.688,54 por falta de pagamentos em 2024.
- Ruan Ribeiro cobra R$ 198.952,86 também por pendências salariais referentes ao ano passado.
Além desses, já constavam em andamento outros processos que pressionam o clube:
- Rosicley Pereira da Silva (Rossi): ação com pedido superior a R$ 5,1 milhões, considerada a de maior impacto financeiro até o momento, por atrasos salariais, falta de pagamento de direitos de imagem e FGTS.
- Leandro Vilela: volante que pede R$ 4.057.229,11 por inadimplência com salários, direitos de imagem e depósitos de FGTS.
- André Lima: atacante com processo superior a R$ 1,6 milhão por atrasos salariais e outras pendências contratuais.
- Pedro Delvalle: cobrando aproximadamente R$ 914.919,62 por salários, imagem e FGTS.
- Ramón Martínez: ação de cerca de R$ 808.005,48, posteriormente resolvida por acordo.
- Dudu Vieira: volante com cobrança de R$ 705.045,39 após rescisão por inadimplência.
- Jorge Benítez: atacante paraguaio que entrou com ação mais recentemente, pedindo R$ 333.664,51 por atrasos e direitos não pagos.
Somando apenas esses valores de causa conhecidos dos processos trabalhistas em andamento, o passivo trabalhista do Paysandu chega a aproximadamente R$ 14.674.065,93, sem contar juros, multas ou outras ações que ainda não vieram a público.
Crise financeira e impacto nas pretensões do clube
A situação fora dos gramados reforça uma crise jurídica e administrativa que tem influenciado diretamente a rotina do clube. As ações apontam problemas recorrentes como atrasos salariais, falta de pagamento de direitos de imagem e ausência de depósitos de FGTS — fatores que levaram diversos atletas a buscar a Justiça para rescisões indiretas ou recomposição de seus direitos.
Além das ações individuais, o clube também foi condenado a pagar mais de R$ 1,5 milhão em multa trabalhista pelo descumprimento de obrigações salariais em 2024, conforme Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o que eleva ainda mais o passivo trabalhista conhecido.
