Caravana de atletas do Pará exibe bandeiras do Estado durante participação na São Silvestre histórica, em São Paulo. Foto: arquivo pessoal
Caravana de atletas do Pará exibe bandeiras do Estado durante participação na São Silvestre histórica, em São Paulo. Foto: arquivo pessoal

A véspera da centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre, marcada para 31 de dezembro, com largadas a partir das 7h25, também é vivida de forma intensa pelo grupo de atletas paraenses que está em São Paulo para a prova. Reunindo 276 corredores de diferentes perfis, a caravana equilibra descanso, passeios e treinos leves, em meio ao clima de expectativa que toma conta da cidade às vésperas da tradicional corrida do último dia do ano.

Integrante do grupo, a jornalista e corredora Emiliana Costa explica que não existe uma regra única para o dia anterior à prova. “Tem doido pra tudo. Tem o pessoal que faz logo o percurso pra reconhecer, nós fizemos um treino leve no Ibirapuera, mas também tem o pessoal que só passeia e descansa”, conta, em tom bem-humorado. Segundo ela, o mais importante é respeitar o próprio corpo e chegar bem para a largada.

A caravana paraense veio organizada pela Orange Travel, agência especializada em turismo esportivo, que trouxe o grupo em vários voos e até em um ônibus. Emiliana destaca que muitos atletas aproveitaram o dia para retirar o kit da prova, circular pelo Parque Ibirapuera e registrar fotos com bandeiras do Pará, do Clube do Remo e do Paysandu. “Tudo na São Silvestre é muito emblemático. Só pegar o kit já é uma experiência”, afirma.

Para Emiliana, a participação coletiva torna a experiência ainda mais marcante. “A gente compartilha a ansiedade, a empolgação e até o nervosismo. É diferente de viajar sozinho”, diz. Ela relembra que a decisão de estar novamente na prova veio pelo caráter histórico da edição. “Eu já fiz a São Silvestre em 2022 e só voltei agora porque é a edição 100. É uma chance única”, anseia.

A rotina de treinos do grupo começou meses antes, ainda em Belém. Emiliana treina com a assessoria comandada por Célio Lobato e conta que a preparação física foi tranquila para a maioria. “A parte de treinar é a mais fácil, porque é uma coisa que a gente gosta. Normalmente são três treinos por semana, com exercícios de força e resistência”, explica.

O planejamento financeiro também fez parte da organização da caravana. Segundo Emiliana, muitos atletas começaram a pagar o pacote da viagem ainda no início do ano, o que ajudou a diluir os custos. Já a parte mais difícil, segundo ela, foi garantir a inscrição. “No dia das inscrições foi uma loucura. Ficamos horas numa fila virtual. Conseguir vaga na centésima São Silvestre foi muito difícil e muito emocionante”, relembra.

Ela destaca que, para o grupo, só estar presente já é uma conquista. “Somos 55 mil privilegiados. Muita gente ficou de fora. Então, para todo mundo que está aqui, isso já é uma vitória”, afirma. Emiliana ressalta que, fora o pelotão de elite, a prova é encarada como uma grande festa. “É uma celebração. As pessoas vêm para se divertir, correr fantasiadas e viver a experiência”, garante.

A expectativa para a largada reflete o tamanho do evento. Com pelotões distribuídos ao longo da manhã, muitos atletas chegam ao ponto de concentração ainda de madrugada. “Nunca teve uma São Silvestre com tanta gente. Vai ser algo impressionante, algo que a gente nunca viveu”, diz Emiliana.

Além do aspecto esportivo, a corredora destaca o orgulho de representar o Pará em uma prova que se transforma em um grande retrato do Brasil. “Tu vê camisa e bandeira de todos os estados. Todo mundo faz questão de mostrar de onde vem. A gente se sente muito representado”, afirma.

Por fim, Emiliana reforça a mensagem que move boa parte do grupo paraense. “Correr é para todo mundo, não importa a idade. Com orientação, calma e dedicação, qualquer pessoa pode começar. Todo corredor só quer uma coisa: que mais gente comece a correr”, finaliza.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.