Aposta bicolor é em profissionais rodados na Série C, como o próprio técnico Júnior Rocha - Foto: Jorge Luis Totti/PSC
Aposta bicolor é em profissionais rodados na Série C, como o próprio técnico Júnior Rocha - Foto: Jorge Luis Totti/PSC

O anúncio, no último dia 6, da contratação do goleiro Jean Drosny, ex-Volta Redonda-RJ, marcou o início do processo de montagem do elenco do Paysandu para 2026. Após o acerto com o arqueiro, natural de São Bento do Sul (SC), o Papão, até a última sexta-feira, já havia sacramentado a aquisição de outros três jogadores. São eles: o lateral-direito JP Galvão, o zagueiro Castro e o meio-campista Caio Mello. Todos atletas experientes em disputa da Série C do Brasileiro. É esta a competição que o Papão disputará na próxima temporada, como um dos clubes rebaixados da Série B.

A experiência em disputa da Série C, pelo menos até aqui, tem sido um dos requisitos levados em conta pelo clube para a contratação de novos jogadores. O próprio técnico Júnior Rocha, assim como parte de seus assistentes, tem rodagem na Terceirona. Antes de “desembarcar” na Curuzu, o treinador esteve no comando do Caxias-RS. O time gaúcho encerrou sua participação na Série C deste ano na quinta colocação, ou seja, apenas um degrau abaixo do G4 da competição. Mas, Rocha conta com dois acessos à Série B: Luverdense-MT (2013) e Ferroviária-SP (2024).

Comissão Técnica e Reforços para a Série C

Os dois assistentes indicados pelo treinador à direção do Papão, o auxiliar Elton Macaé e o preparador físico Leonardo Cupertino, também estão vindo de trabalhos na Terceirona. O primeiro acompanhando Rocha no Caxias e o segundo campeão da competição deste ano pela Ponte Preta-SP. O preparador de goleiros Emerson Conceição, por sua vez, é contratação de responsabilidade da comissão de futebol do clube. Mas, o ex-goleiro, segue a mesma cartilha dos demais integrantes da comissão técnica, tendo disputado a Terceirona deste ano pelo Londrina-PR, vice-campeão da Série C.

Juntando a maioria dos novos integrantes da comissão técnica e os jogadores até aqui contratados pelo clube, o elenco bicolor tem a cara da Série C. Isso não só no que diz respeito a experiência de seus profissionais na disputa da competição. Mas, também, no tocante à folha salarial do grupo, cujo montante é bem inferior ao que foi pago durante a Série B de 2025 e que, ao final do campeonato, acabou não dando o retorno esperado. Afinal, o Paysandu foi rebaixado à Terceirona. E, pior, com uma dívida trabalhista que beira hoje os R$ 13 milhões e que o clube contesta na justiça.