
O ex-jogador Kaká reuniu mais de 1.500 pessoas em um culto em Sorocaba (SP), na última sexta-feira (14). A movimentação começou cedo e, antes mesmo do início da celebração, não havia mais assentos disponíveis. Famílias, jovens e curiosos se apertaram pelas laterais e corredores do templo, transformando a tradicional “sexta à noite” em um encontro marcado por louvores, expectativa e muita emoção.
Chamado ao palco após cerca de meia hora de cerimônia, Kaká subiu de forma discreta, com roupas simples e um sorriso contido. Antes de iniciar a pregação, brincou com o público ao fazer algumas embaixadinhas com duas bolas oficiais da Copa de 2026, que em seguida lançou para os fiéis. Um jovem do Rio de Janeiro ainda levou para casa uma camisa autografada pelo ídolo, sorteada durante o evento.
Além do ‘craque’ brincar com a bola, a mensagem foi o ponto principal
A mensagem escolhida para a noite, intitulada “O poder da presença de Deus”, foi estruturada a partir da própria trajetória do ex-jogador. Ele voltou ao ano 2000, quando sofreu um acidente doméstico e ouviu dos médicos que poderia não voltar a andar.
“Não fiquei tranquilo de que seria jogador de futebol… Mas eu tinha paz”, contou.
Kaká também lembrou o impacto da convocação para a Copa do Mundo de 2002, quando ainda dava os primeiros passos como profissional no São Paulo. “Nunca imaginei que estaria ali”, disse, enquanto a plateia reagia aos nomes dos campeões daquele Mundial.
Em seguida, revisitou algumas das maiores frustrações da carreira, como a virada sofrida para o Liverpool na final da Champions de 2005 e a eliminação do Brasil para a França em 2006. “Foram as piores derrotas da minha vida”, reconheceu.
O momento mais forte da noite veio quando ele falou sobre sua passagem pelo Real Madrid – fase marcada por críticas, lesões e expectativas não correspondidas. Kaká descreveu o peso emocional daquele período e o conflito interno que vivia diariamente.
“Era muito difícil levantar da cama, ver notícias suas nos jornais todos os dias. Quem eu sou? O melhor do mundo? Ou uma das piores contratações da história do Real?”, relembrou. Segundo ele, a resposta veio na espiritualidade: “Descobri que a identidade é o nosso maior bem. Eu não era o melhor jogador do mundo nem a pior contratação. Eu era filho de Deus”.
