
Após 11 anos de espera, o Icasa finalmente conquistou a vitória que aguardava. Nesta quinta-feira (18), o clube de Juazeiro do Norte celebrou o depósito de R$ 80,9 milhões pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), encerrando um litígio que durou mais de uma década e se arrastava desde a Série B de 2013. A disputa envolvia o direito do clube de ter acessado a Série A do Campeonato Brasileiro naquele ano, o que não ocorreu devido a uma irregularidade cometida pelo Figueirense.
O Icasa terminou a competição em 5º lugar, apenas um ponto atrás do Figueirense, que ficou com a última vaga para a elite. O problema foi a escalação irregular do jogador Luan Niezdzielski, do Figueirense, que estava suspenso, mas ainda assim jogou contra o América-MG. O Icasa entrou com um pedido na Justiça Desportiva, solicitando a perda de pontos do adversário, o que daria ao clube cearense o direito de subir para a Série A.
Embora a CBF tenha reconhecido a falha, recorreu de decisões favoráveis ao Icasa, adiando a resolução do caso até que, finalmente, o pagamento fosse feito, encerrando a longa batalha judicial.
O Montante e o Impacto no Futuro do Icasa
O valor total da indenização é de R$ 84,3 milhões, sendo que R$ 75 milhões ficarão com o Icasa, enquanto o restante cobrirá os honorários advocatícios. Porém, o pagamento não será integralmente transferido ao clube de imediato, pois uma parte será destinada para quitar as dívidas judiciais existentes.
Esse valor, apesar da retenção de uma parte para saldar as pendências, representa uma oportunidade vital para o clube, que já projeta uma reconstrução profunda. O Icasa planeja modernizar seu centro de treinamento, o “Praxedão”, e reforçar o elenco para a disputa da Série B do Campeonato Cearense de 2026, buscando reconquistar a elite estadual, da qual está fora desde 2022.