
Com a cidade recheada de atrações culturais no Centro, o domingo (16) foi de circulação intensa entre visitantes no Museu das Amazônias e na Freezone da COP30, em Belém. Moradores da capital, turistas e trabalhadores da conferência, que tiveram um dia de folga ontem, aproveitaram o dia para conhecer os espaços de lazer da capital.
No Museu das Amazônias, no Porto Futuro 2, no Reduto, a psicóloga Ana Paula Amaral, 23, visitou o espaço pela primeira vez e se disse surpresa com a dimensão das obras. “Acho que é muito raro a gente ter um contato mais direto com as artes daqui de Belém. A gente vê muita coisa na televisão, mas geralmente as partes feias. Aqui a gente vê a beleza da Amazônia, dos povos originários. É muito bonito esse lugar e essa exposição”, afirmou.
A amiga, Jamille Costa, 22, destacou o sentimento de pertencimento ao circular pelas salas. “Ficou muito original, muito cultural mesmo do Pará e da Amazônia. Acho que traz muito a nossa cultura, nossa terra. Está sendo bacana explorar isso tudo”, disse. As duas afirmaram que esperaram a movimentação diminuir para conseguir visitar os espaços com mais calma.
Até fevereiro, o Museu das Amazônias hospeda duas exposições: no térreo, os principais registros que o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que morreu no início do ano, fez por toda a Amazônia Legal ao longo da carreira; e no mezanino, tem a mostra Ajuri, que permite aos visitantes uma imersão sensorial na cultura e sociobiodiversidade do bioma.
Entre os visitantes, também estava Lucas Miguel Lima, 24, que foi ao museu após o convite da namorada, Emanuelle. Ele se encantou especialmente com a parte interativa da exposição. “É importante ter esse contato com o conhecimento da Amazônia. Aqui a gente não só olha as imagens, mas interage, aprende sobre educação, sobre natureza, sobre arte. É tudo misturado”, comentou. Ele aproveitou para explorar a cidade durante a COP30. “Belém é muito linda. O Norte é muito menosprezado por outras regiões. Então é importante que as pessoas conheçam mais da cidade e do estado”, completou.
FREEZONE
Na Freezone, evento paralelo da COP, que ocorre na Praça da Bandeira, Campina, o clima era de descoberta especialmente para quem pisava na Amazônia pela primeira vez. O músico paulista Kevin Paschoal, 24, experimentou o açaí “de verdade”, como definiu, e riu da surpresa com o sabor original. “Lá em São Paulo ele é tipo sorvete, açucarado. Aqui é mais líquido, mais natural. No começo estranhei o gosto mais forte, mas é bem diferente e com açúcar fica uma delícia”, contou. Ele disse estar impressionado com a receptividade dos paraenses. “O pessoal é muito mais calmo, mais paciente. A cidade tem me agradado, principalmente os pontos turísticos”, afirmou, enquanto circulava pelos estandes de gastronomia regional.
Quem também aproveitou o domingo na Freezone foi Érica Arruda, 40, técnica de enfermagem, que visitou o espaço pela primeira vez. Ela destacou a força das narrativas culturais presentes nas instalações. “É um espaço criativo, que brinca com a imaginação, mas conta uma história. Cada cantinho é uma referência da cultura amazônica, dos ribeirinhos, da Cobra Grande e das comidas. Tudo chama atenção”, elogia Érica, afirmando estar com orgulho de Belém.
Ela contou que pretende circular por outros ambientes da COP30 ainda no mesmo dia. “É tudo muito distante, mas o transporte gratuito no domingo facilita. Hoje ainda vou para outro espaço, a EnZone, porque vai ter um show que quero ver”, comentou. A Freezone e o Museu das Amazônias têm entrada gratuita.














































