
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades apresentaram os resultados do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), que definiu os principais projetos de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) para as 21 maiores regiões metropolitanas do país. Em Belém, o levantamento prevê a implantação de três novos projetos de BRT, totalizando 22 quilômetros de extensão e investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão.
Segundo o estudo, as obras na capital paraense devem reduzir em cerca de 150 o número de mortes no trânsito até 2054 e evitar a emissão de aproximadamente 49,8 mil toneladas de CO2 por ano. Outro ponto destacado é a economia operacional de 20% por viagem, resultado da maior eficiência dos sistemas de transporte público coletivo de alta capacidade. Entre os projetos previstos estão o BRT Centenário, o BRT Avenida Júlio Cesar e a expansão do BRT Metropolitano – Expansão Marituba.
A estimativa é de que a implantação das novas linhas reduza o tempo médio de deslocamentos em Belém, gerando um impacto econômico positivo de R$ 1,9 bilhão nas próximas décadas.
Declarações Oficiais
“Com o estudo, o BNDES contribui com a formulação de uma política pública nacional de mobilidade urbana de longo prazo e sustentável, unindo esforços de diferentes esferas de governo para garantir um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), ressaltou que o foco do programa é alinhar mobilidade e sustentabilidade. “Investir em transporte coletivo limpo é investir nas cidades e nas pessoas, para que os centros urbanos se tornem mais resilientes, com menos poluição e deslocamentos mais rápidos e seguros”, destacou.
Panorama Nacional do ENMU
Em todo o Brasil, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) definiu 187 projetos que somam R$ 430 bilhões em investimentos. Desses, R$ 230 bilhões serão destinados a metrôs, R$ 31 bilhões a trens, R$ 105 bilhões a veículos leves sobre trilhos (VLTs), R$ 80 bilhões a BRTs e R$ 3,4 bilhões a corredores exclusivos de ônibus. A execução dependerá de modelos de financiamento e parcerias com o setor privado.
Em um cenário nacional, os projetos do ENMU têm potencial para reduzir em 8 mil o número de mortes no trânsito até 2054 e evitar a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano — o equivalente à absorção de carbono de uma área de floresta amazônica de 6.200 km², cinco vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro. O estudo também prevê redução média de 10% no custo da mobilidade urbana e maior acesso da população a empregos, educação, saúde e lazer.
A íntegra do estudo está disponível em bit.ly/ENMUout2025.