
O Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) da Força Aérea Brasileira (FAB) finaliza os preparativos para atuar na segurança da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro, em Belém (PA). Mais de 3 mil militares de diferentes unidades da FAB participarão da missão, que terá duas frentes principais: a Defesa Aeroespacial, sob responsabilidade direta do COMAE, e a Força Aérea Componente (FAC), que atuará em conjunto com o Comando Operacional Conjunto Marajoara.
A mobilização, iniciada ainda na primeira quinzena de outubro, é fruto de um planejamento que começou em dezembro de 2024, envolvendo setores de inteligência, logística, orçamento e estratégia. Militares e equipamentos de várias regiões do país foram deslocados para o Pará, reforçando o efetivo responsável pela segurança de delegações e pela proteção das áreas críticas próximas à Base Aérea de Belém e ao Aeroporto Internacional de Val-de-Cans.
Operação de Segurança na COP30
Durante a Cúpula de Líderes, marcada para os dias 6 e 7 de novembro, a FAB manterá aeronaves de caça F-5 e A-29 Super Tucano em alerta permanente, além de aviões E-99, KC-390, KC-30 e H-60 Black Hawk, que atuarão em diferentes frentes da operação. O espaço aéreo da região será rigidamente monitorado, com restrições estabelecidas pela Circular de Informação Aeronáutica (AIC) nº 42/25, publicada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). O documento determina regras temporárias para voos, garantindo a segurança e a previsibilidade das operações durante o evento.
Para reforçar o esquema, o Governo Federal publicou o Decreto nº 12.699, de 29 de outubro de 2025, que define procedimentos a serem adotados pelo Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Sisdabra) em caso de ameaças aéreas. O decreto, válido entre 6 e 8 de novembro, autoriza medidas progressivas de interceptação, intervenção e, em última instância, destruição de aeronaves hostis, sob coordenação do Comae.
Protocolos e Normas de Segurança
Segundo o Capitão Victor Lucas Omote, chefe da Assessoria Jurídica do Comae, a norma segue o previsto no Código Brasileiro de Aeronáutica e busca prevenir riscos de terrorismo, com protocolos semelhantes aos aplicados em grandes eventos internacionais, como o G-20 e o Brics.
A operação da FAB na COP30 reforça o compromisso do Brasil em garantir um ambiente seguro e controlado para as lideranças mundiais que discutirão o futuro climático do planeta.