
A equipe Flora Bears, da Escola Maple Bear Belém, conquistou o segundo lugar geral nacional na Categoria Kids 2 do Torneio Brasil de Robótica (TBR) 2025, realizado em Belo Horizonte, entre os dias 11 e 13 de dezembro, levando o nome do Pará ao pódio de uma das mais importantes competições educacionais do país. O resultado veio com o trabalho científico “Conservação das Áreas de Várzea e Iguapó da Ilha do Combú: desafios e soluções sustentáveis”, que uniu robótica, ciência e consciência ambiental a partir de uma realidade amazônica concreta e atual.
O TBR é uma competição nacional que reúne equipes de diferentes regiões do Brasil em desafios que envolvem construção e programação de robôs, além da apresentação de projetos científicos e tecnológicos. Na categoria Kids 2, voltada a estudantes do ensino fundamental, o torneio estimula o pensamento lógico, o trabalho em equipe, a criatividade e a capacidade de relacionar tecnologia a problemas do mundo real — tudo isso com um rigor que impressiona até quem já acompanha o evento há anos.
Foi justamente nesse ponto que a equipe de Belém se destacou. Ao escolher como tema a conservação das áreas de várzea e iguapó da Ilha do Combú, os estudantes apresentaram um projeto profundamente conectado à realidade amazônica, abordando os desafios ambientais enfrentados por essas áreas e propondo soluções sustentáveis que dialogam com preservação, uso responsável dos recursos naturais e educação ambiental. O trabalho chamou a atenção dos avaliadores pela clareza científica, pela abordagem interdisciplinar e pela maturidade com que um tema complexo foi tratado por crianças.
A etapa nacional do TBR 2025 reuniu equipes classificadas em fases regionais, o que torna a conquista ainda mais significativa. Competir em nível nacional significa enfrentar projetos de alto nível técnico e conceitual, vindos de escolas de todo o país. Nesse cenário, o segundo lugar geral nacional alcançado pela Flora Bears consolida não apenas o talento dos alunos, mas também o papel da educação como ponte entre inovação tecnológica e responsabilidade socioambiental.
Mais do que um troféu, o resultado simboliza a força de uma formação que valoriza ciência, tecnologia e, ao mesmo tempo, o olhar atento para a Amazônia. É a prova de que, quando tradição, educação de base e inovação caminham juntas, o futuro — mesmo programado em linhas de código — pode nascer com sotaque paraense e compromisso com o meio ambiente.