Empresário Oscar Rodrigues, do Grupo Líder, que ironizou em vídeo o caso de whiskey adulterado vendido por concorrente. Foto: reprodução/redes sociais.
Empresário Oscar Rodrigues, do Grupo Líder, que ironizou em vídeo o caso de whiskey adulterado vendido por concorrente. Foto: reprodução/redes sociais.

A polêmica envolvendo a venda de um uísque adulterado com metanol em um supermercado de Belém ganhou um novo capítulo após o empresário Oscar Rodrigues, sócio-fundador e diretor do Grupo Líder, publicar um vídeo em seu Instagram debochando da situação.

O caso começou quando o engenheiro civil Flávio Acatauassu, figura conhecida na capital paraense e presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), sofreu intoxicação ao consumir um uísque importado comprado lacrado em um estabelecimento varejista. O laudo do laboratório Paulo Azevedo confirmou adulteração por metanol, levando o engenheiro ao hospital e abrindo caminho para possível judicialização.

Enquanto o mercado discutia segurança do consumidor e rastreabilidade, Oscar Rodrigues entrou na conversa de forma controversa. No vídeo, gravado enquanto dirigia e entre inúmeras risadas, o empresário afirmou que “o tititi na internet” era o caso do engenheiro que teria comprado uísque “batizado” porque “gosta de comprar barato”.

Em tom de provocação explícita ao concorrente, ele afirmou que, se a compra tivesse sido feita no Líder, “tava em letras garrafais que foi no Líder que comprou, mas o Líder não vende isso”, reforçando que seus supermercados trabalham apenas com “fabricante credenciado”.

Ele ainda aconselhou seus seguidores a não comprarem produtos pelo preço, mas pela qualidade, dizendo que “a vida não tem preço” e concluindo com a frase de que “uísque só bebe quem pode”, enquanto declara que ele mesmo prefere uma “cervejazinha”.

Repercussão e alerta sobre bebidas adulteradas

A publicação dividiu opiniões. Parte do público achou o vídeo ofensivo com a vítima e oportunista por explorar um episódio grave de saúde pública para atacar o concorrente. Outra parte interpretou como uma defesa do padrão de compra segura.

Ao mesmo tempo, o episódio expõe o alerta permanente sobre bebidas adulteradas, que já levaram a várias apreensões e intoxicações ao longo do ano em diferentes estados.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.