
Dois paraenses estão na disputa por uma vaga no Big Brother Brasil 26, representando o Estado na Casa de Vidro do Norte, montada em Manaus (AM). O público decide, por meio de votação no Gshow, quem seguirá para o confinamento oficial do reality.
Um dos nomes que vem chamando atenção é Ricardo Chahini, o Ricardinho, de 28 anos. Atleta profissional de futebol freestyle, ele é bicampeão mundial e detentor de dois recordes no Guinness Book. Após alcançar o topo em seu esporte, Ricardinho encara agora um novo desafio: conquistar o público na televisão.
“BBB é minha maior chance. No meu esporte eu já zerei o game. Sou competitivo, sei ler as pessoas pelas pancadas que levei da vida. Além disso, é a oportunidade de me mostrar de verdade, sem máscaras”, afirma o atleta. Iniciado no freestyle aos 10 anos, Ricardo Chahini venceu sua primeira competição nacional ainda adolescente, levado pelo avô, Lito. Desde então, passou por 22 países e viveu experiências extremas, como morar por três meses em um cubículo na China. Hoje, vive do esporte e das redes sociais e comemora conquistas pessoais, como a mudança recente para o próprio apartamento.
Outra representante do Pará na Casa de Vidro é Marciele Albuquerque, de 32 anos. Natural de Juruti, no oeste do Estado, ela vive há 16 anos em Manaus. Dançarina, influenciadora digital e Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque carrega raízes indígenas e se define como uma mulher forte, persistente e determinada.
“De onde eu venho, não existe escolha: é preciso ser forte para sobreviver. A Cunhã representa a força da mulher indígena, da mulher que vive da arte e luta por um propósito”, destaca. Há cerca de dez anos ocupando um dos postos mais simbólicos do Festival de Parintins, ela está acostumada à visibilidade e fala com naturalidade sobre o corpo e a exposição artística.
Além da dança, Marciele é formada em Administração de Empresas e atua como empreendedora, comandando duas lojas — uma voltada ao artesanato indígena e outra no segmento fitness. Integrante do povo Munduruku, ela também atua como ativista social. Filha mais velha de quatro irmãos, cresceu em uma família humilde e ajudou a criar os irmãos desde cedo. Hoje, divide a casa com um irmão e uma prima.